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	<title>Férias Floripa</title>
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	<description>Florianópolis, Ilha de Santa Catarina</description>
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		<title>A pesca de paratis em Jurumirim</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 15:24:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ida</dc:creator>
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A partilha, Praia de Ingleses, 2009 foto e texto Ida Duclós
 
 
Muito antes de o homem branco chegar à Ilha de Santa Catarina, os indígenas já pescavam tainhas em nosso litoral. Em contextos históricos diversos, a tradição pode adquirir outros significados, mas a prática ainda hoje conserva os mesmos princípios básicos: é uma pesca comunitária realizada [...]]]></description>
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<p>A partilha, Praia de Ingleses, 2009 foto e texto Ida Duclós</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>Muito antes de o homem branco chegar à Ilha de Santa Catarina, os indígenas já pescavam tainhas em nosso litoral. Em contextos históricos diversos, a tradição pode adquirir outros significados, mas a prática ainda hoje conserva os mesmos princípios básicos: é uma pesca comunitária realizada no inverno, quando os peixes chegam para a desova em nossa costa litorânea. O uso das canoas, o cerco aos cardumes, o costume de bater com pás de madeira para o peixe entrar na rede, tudo isso está nos relatos dos primeiros europeus que estiveram em nossas praias. É um conhecimento ancestral transmitido de geração para geração, mas não pode ser atribuída à tradição açoriana, como o senso comum geralmente o faz.</p>
<p>Os imigrantes que vieram repovoar a Ilha de Santa Catarina &#8211; já que os indígenas tinham sido expulsos, exterminados ou escravizados &#8211; eram pastores em suas terras de origem. Aprenderam com nossos índios (direta ou indiretamente) as técnicas necessárias à sobrevivência no espaço que passaram a habitar. Abandonaram o cultivo de cereais como o trigo e o centeio a que estavam acostumados nos Açores, para adotar a mandioca, o milho e o peixe na brasa em sua alimentação. O linho continuou sendo usado, mas passaram a tecer com o algodão, a fibra nativa disponível. Assim foi com a horticultura, a cestaria, a olaria:é um conhecimento que vem da cultura indígena erroneamente atribuída aos açorianos. Aqui se transformam em lavradores, artesões e pescadores, adotando a mesma sazonalidade dos antigos habitantes da ilha: os carijós. Alternavam sua vida de trabalho entre a roça e a pesca &#8211; do outono ao inverno para a pescaria da tainha e da enchova. Da primavera ao verão, em terra na agricultura de subsistência.</p>
<p>É certo que muito foi modificado, a moagem da mandioca, a introdução dos engenhos. Novas hierarquias sociais se estabeleceram, as terras comunitárias passam a pertencer a quem tinha algum título de nobreza ou de alguma forma conseguiu ser agraciado pelos representantes da Coroa. São esses que se tornam os donos das canoas e das redes nos séculos vindouros.</p>
<p>Através das datações realizadas nos sítios arqueológicos, sabe-se que a ocupação humana na ilha tem aproximadamente cinco mil anos e o grupo predecessor aos carijós foram os construtores dos sambaquis (também pescadores como atestam as pesquisas arqueológicas). Essa população foi desalojada pelos carijós que passaram a ocupar o território a mais ou menos 500 anos antes do Descobrimento do Brasil. Os guaranis (carijós) se estabeleceram na zona costeira – desde da Barra de Cananéia até o Rio Grande do Sul &#8211; vindos provavelmente da Amazonia. Foram chamados pelos cronistas de nossa História de carijós (carió, kariyó, chandal, chandis).</p>
<p>Milton Moreira Wherá Mirim &#8211; Cacique da aldeia dos índios guarani Mbyá de São Miguel, Biguaçu (SC) -  diz que o nome &#8220;carijó&#8221; foi dado aos guaranis do litoral catarinense pelos bandeirantes, vindos de São Paulo. &#8220;Carijó&#8221; (cari-ió) deriva de &#8220;cari&#8221;, que significa &#8220;branco&#8221;, em alusão à pele mais esbranquiçada dos nativos catarinenses. Os índios chamavam a si mesmos de &#8220;avá&#8221; ou &#8220;abá&#8221;, cuja tradução é &#8220;gente&#8221;. Já os &#8220;bandeirantes&#8221; eram conhecidos pelos nativos por &#8220;tapuya&#8221; (bárbaros). Os guarani de Biguaçu contam seus antepassados habitantes da ilha de Santa Catarina pertenciam a dois grupos distintos chamados &#8220;Chiripá&#8221; (escuros) e &#8220;Phaim&#8221; (claros). Originários do atual Paraguai, migraram rumo ao litoral catarinense séculos antes da chegada dos europeus. Em função dos casamentos interétnicos entre esses dois grupos &#8211; que falavam dialetos guaranis diferentes, mas comprensíveis mutuamente &#8211; surgiu o povo indígena nativo da ilha que os colonizadores brancos encontraram nos séculos XVI e XVII.</p>
<p><strong>Contando a História do Guarani Nato da Região da Grande Florianópolis e principalmente da Ilha de Santa Catarina</strong></p>
<p><em>Por Milton Moreira Wherá Mirim, 15 de fevereiro de 1989.</em><br />
Cacique da aldeia dos índios guarani Mbyá de São Miguel, Biguaçu, Santa Catarina (Brasil)</p>
<blockquote><p>Na Ilha de Santa Catarina, tinha uma aldeia que se chamava Tekoa Guassú-Há-Há-Kupé. Essa aldeia era muito respeitada, porque só moravam caciques, curandeiros, conselheiros, líderes de instrumentos musicais, e até os líderes de caçadores. Desta maneira nas outras aldeias tinham somente os segundos líderes.</p>
<p>Tinham as aldeias chamadas de Itakuruii, Pira’júmboaié e Mossamby, que ficava numa ilhazinha onde localizava-se o cemitério dos índios. Esses índios eram das tribos Chiripás e Phaím. Essas duas tribos eram de peles claras, por esse motivo passaram a ser chamadas de Guarani-Karijós pela sociedade branca, porque não sabiam a definição certa.</p>
<p>Mais ou menos por volta de 1.767 índios e 3.600 mulheres e crianças habitavam a Ilha de Santa Catarina. Nesta época ainda não tinham muito contato com homens brancos. Ao passar do tempo a infiltração do homem branco foi tanta que surgiram doenças como tuberculose, bronquite e outras. Essas doenças foram que acabaram com maior parte dos índios Guarani-Karijós.</p>
<p>Os índios que restaram ainda sofreram pela segunda vez com os conquistadores da Ilha de Santa Catarina, que começaram as matanças dos Guarani-Karijós. Desses índios sobraram apenas sete casais, que tiveram que fugir para o sul da ilha. Escolheram a ponta sul da Ilha porque ficava mais próxima do continente. A travessia aconteceu da ponta da Ilha até a praia da Pinheira. Mas esses casais de índios não queriam ficar na beira da praia por motivo de poderem ser massacrados de novo, então tomaram rumo norte até deparar-se com o Morro dos Cavalos. Ficaram ali até surgir a 1ª Guerra Mundial, que foi por volta de 1914. A partir daí tomaram rumo oeste, próximo a Santo Amaro da Imperatriz. Lá acharam um lugar chamado até hoje de Rio do Bugre.<br />
Foi somente a partir de 1942 que os índios foram aparecendo pouco a pouco na região de Palhoça junto com os colonizadores. Desses índios Guarani, que vieram a ser nossos pais, restam só nós atualmente.</p>
<p>A partir de 1978 começamos a procurar um lugar para ficar, até que encontramos um lugar aqui no bairro São Miguel, município de Biguaçu. Estamos neste lugar desde 12 de outubro de 1987. Nós somos os últimos dos índios Guarani-Karijós que ainda falamos o nosso idioma nato. Por este motivo, queremos parabenizar o nosso lugar e também a toda a comunidade de São Miguel, Biguaçu e Florianópolis. Pedimos para os nossos governantes que olhem mais para nós, que ajudem mais a minha comunidade em termos de alimentos, para que um dia possamos ajudar o Brasil.<br />
Agradecemos em nome da comunidade indígena pela compreensão e pela honra que nos deu. (transcrição do manuscrito feita por <a href="http://www.staff.uni-mainz.de/lustig/guarani/floripa/">Ozias Deodato Alves Jr</a>)</p></blockquote>
<p>Os karyós ou guaranis carijós da Ilha de Santa Catarina dominavam diversas técnicas de confeccão, redes, cestos, peças talhadas na madeira, canoas e pirogas, utensílios de cerâmica lisos e decorados. Suas redes redes tinham um tracado variado e muito de seu conhecimento foi repassado para os imigrantes acorianos, como a fabricacao de esteiras e cestos, das panelas de barro às armadilhas de caça, como o mundéu e a arapuca, e de pesca, como o covo e o jiqui. Principalmente sua maior peça artesanal: a canoa escavada em tronco de garapuvu.</p>
<p>No recente movimento de auto afirmação de identidade, o &#8220;manezinho&#8221; da lha de Santa Catarina reconhece em sua tradição a herança cultural das Ilhas dos Açores. Mas ignora o quanto foi decisivo para seus antepassados imigrantes a apropriação das técnicas indígenas nativas para a sobrevivencia numa terra estranha. Assim é para a fabricação da canoa e da rede e a da prática da pesca da tainha, ainda hoje realizada nos meus moldes artesanais dos indígenas.</p>
<p>O ilhéu catarinense sentiu-se depreciado por seus vizinhos que de forma preconceituosa os chamavam de &#8220;manezinhos&#8221; (para significar indolência e provincianismo) em contraste com sua própria origem &#8220;pura&#8221; de imigrantes alemães. (Lacerda, 2003) Na sequência, o modo de vida das comunidades tradicionais é desestruturado com a invasão de hordas de turistas e pela especulação imobiliária, que expulsa os pescadores de suas praias. Ao mesmo tempo, a cidade de Florianópolis sofre com a intensa chegada de novos moradores, que vem em busca da sua propalada &#8220;qualidade de vida&#8221;. </p>
<p>É atitude habitual dos grupos ameaçados de alguma forma, recriar uma identidade ressaltando os traços comuns de uma origem &#8220;mítica&#8221;. É uma estratégia simples: o termo &#8220;manezinho&#8221; passa a ser usado pelos ilhéus com outra conotação: é utilizado para significar &#8220;quem é daqui&#8221; (motivo de orgulho), ou seja, quem se considera realmente com direito a viver na cidade e não é culpado por trazer os problemas que enfrentam todas as metrópoles brasileiras (trânsito, poluição, violência, destruição da natureza).</p>
<p>Nesse contexto, não é possível se reconhecer na representação dos índios Kariós &#8211; pois ela é negativa: um povo vencido e escravizado, a quem como justificativa para sua expulsão foi chamado de &#8220;selvagem&#8221; e &#8220;ignorante&#8221;. Os traços culturais que são ressaltados são de sua origem açoriana, européia &#8211; considerada pelo imaginário preconceituoso da sociedade quase tão &#8220;pura&#8221; quanto os imigrantes italianos ou alemães.</p>
<p>Certamente a tradição da Ilha de Santa Catarina deve muito à herança açoriana de seus antepassados. Mas finge não saber o quanto recebeu dos índios Karyós.</p>
<p> </p>
<p><strong>Descrições da Pesca da Tainha no século XVII e nos dias de hoje</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><img class="size-full wp-image-1122  aligncenter" title="stadeno" src="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/06/stadeno.jpg" alt="stadeno" width="600" height="680" /></p>
<p>Em &#8220;Tratado Descritivo do Brasil em 1587&#8243;, Gabriel Soares de Sousa faz uma das primeiras descrições da Ilha de Santa Catarina e dos índigenas &#8220;carijós&#8221; &#8211; que nessa época ainda eram senhores dessa terra. Em suas palavras, a ilha era chamada de &#8220;Xerimerim&#8221; pelos índios e a a tainha de &#8220;paratis&#8221; . A narração da pesca da tainha de Gabriel Soares de Sousa, é bastante semelhante a que faz o alemão Hans Staden &#8211; que chegou na baía sul da Ilha de Santa Catarina em 25 de novembro de 1549.</p>
<p>Ambos os europeus descrevem a técnica indígena de fabricação das canoas de um tronco só e falam do cerco à tainha &#8211; como é feito até os dias de hoje. Staden dá detalhes de como são tecidas as redes de pesca das folhas do tucum e da repartição dos peixes entre a comunidade.</p>
<p><strong>HANS STADEN em 1549</strong></p>
<blockquote><p>&#8230;Quando assim sucedeu, lhe perguntamos em que região estávamos, e ele disse: &#8220;Estais no porto de Jurumirim, como chamam os selvagens, ou, para compreenderdes melhor, no porto de Santa Catarina, como o denominaram os descobridores.&#8221; </p>
<p>Neste tempo (agôsto) procuram uma espécie de peixes que emigram do mar para as correntes de água doce, para aí desovar. Estes peixes se chamam em sua língua piratís e em espanhol “lisas” (tainhas). Nessa época empreendem eles em geral uma excursao guereira, a fim de melhor poderem aprovisionar-se de víveres. Pescam grande número de peixes com pequenas redes&#8230;.Recolhem grande porção de peixes, torram-nos sobre o fogo, esmagam-nos, fazendo deles farinha, a que chamam piracuí, que secam bem afim de que se conserve por muito tempo. Levam-na para casa e comem-na juntamente com a de mandioca.<br />
&#8230;Além disso tem pequenas redes. O fio com que as emalham, obtem-no de folhas longas e pontudas, que chamam tucum. Quando querem pescar com estas redes, juntam-se alguns deles e colocam-se em círculo na água rasa, de modo que a cada um cabe um determinado pedaço da rede. Vão então uns poucos no centro da roda e batem na água. Se algum peixe quer fugir para o fundo, fica preso à rede. Aquele que apanha muito peixe reparte com os outros que pescam pouco. Com frequencia vem também gente que mora distante do mar, recolhem grande porcao de peizes, torram sobre o fogo, esmagam-nos, faznedo deles farinha, que secam bem a-fim-de que se conserve por muito tempo. Levam-na para casa e comem-na juntamente com a mandioca. Se levasse assados os peixes para casa, entao nao se conservariam por muito tempo, pois nao o salgam. Também leva uma vasilha mais farinha de peixe do que aí caberiam peixes assados inteiros.</p>
<p><strong>&#8220;Duas viagens ao Brasil&#8221; </strong>- <em>HANS STADEN, Editora Itatiaia Sao Paulo, 1974</em></p></blockquote>
<p><strong>Gabriel Soares de Sousa em 1587</strong></p>
<blockquote><p>67.O nome de ilha de Santa Catarina foi dado pelos castelhanos da armada de Gabeto, em 1526. Antes, chamavam-lhe Ilha dos Patos, e já lemos que os indígenas a denominavam Xerimerim</p>
<p>À boca deste rio está situada a ilha de Santa Catarina, que vai fazendo abrigo à terra até junto de Itapucuru, que fica à maneira de enseada. Tem esta ilha de comprido oito léguas, e corre-se norte-sul, a qual da banda do mar nenhum surgidouro tem, salvo um ilhéu, que está na ponta do sul, e outro que tem na ponta do norte; a qual ilha é coberta de grande arvoredo, e tem muitas ribeiras de água dentro e tem grande comodidade para se poder povoar, por ser a terra grossa muito boa e ter grandes portos, em que se podem estar seguras de todo o tempo muitas naus. Mostra esta ilha uma baía grande, que vai por detrás, entre ela e a terra firme, onde há grande surgidouro e abrigada para naus de todo porte; nesta enseada que se faz da ilha para terra firme estão muitas ilhetas; está esta boca e ponta&#8217; da ilha da banda do norte em vinte e oito graus de altura.</p>
<p>Além dos peixes que morrem nas redes, de que fica dito atrás, se toma nelas o que se contém neste capítulo, que não morre à linha. E comecemos logo do principal, que são as tainhas, a que os índios chamam paratis, do que há infinidade delas na baía; com as quais secas se mantêm os engenhos, e a gente dos navios do Reino, de que fazem matalotagem para o mar. Estas tainhas se tomam em redes, porque andam sempre em cardumes; e andam na baía ordinariamente a elas mais de cincoenta redes de pescar; e são estas tainhas, nem mais nem menos como as da Espanha, mas muito mais gostosas e gordas, das quais saem logo, num lanço, três quatro mil tainhas, que também têm boas ovas.</p>
<p>E de noite, com águas vivas, as tomam os índios com umas redinhas de mão, que chamam puçás, que vão atadas numa vara arcada; e ajuntam-se muitos índios, e tapam a boca de um esteiro com varas e ramas, e como a maré está cheia tapam-lhe a porta; e põem-lhe as redinhas ao longo da tapagem, quando a maré vaza, e outros batem no cabo do esteiro, para que se venham todas abaixo a meter nas redes; e desta maneira carregam uma canoa de tainhas, e de outro peixe que entra no esteiro.</p>
<p>Há outro peixe que morre nas redes, a que os índios chamam zabucaí, e os portugueses galo, o qual é alvacento, muito delgado e largo, com uma bôca pequena, e faz na cabeça uma feição como crista, e nada de peralto; este peixe é muito leve e saboroso. Tareira quer dizer &#8220;enxada&#8221;, que é o nome que tem outro peixe que morre nas redes, que é quase quadrado, muito delgado pela banda da barriga e grosso pelo lombo, o qual também nada de peralto, e é muito saboroso e leve.</p>
<p>Chamam os índios coirimás a outros peixes da feição das tainhas, que morrem nas redes e que têm o mesmo sabor, mas são muito maiores; e quando estão gordos estão cheios de banhas, e são muito gostosos, e têm grandes ovas; os quais morrem nas enseadas.<br />
Arabori é outro peixe de arribação, da feição das savelhas de Lisboa, e assim cheias de espinhas, as quais salpresas arremedam às sardinhas de Portugal no sabor; e tomam-se em redes. Carapebas são uns peixes que morrem nas redes em todo o ano, que são baixos e largos, do tamanho dos sarguetes, em todo o ano são gordos, saborosos e leves.</p>
<p><strong>&#8220;Tratado Descritivo do Brasil em 1587&#8243;,</strong> <em>Gabriel Soares de Sousa, Companhia Editora Nacional, Sao Paulo, 1974</em></p></blockquote>
<p><strong>Gioconda Mussolini, antropóloga em 1980 </strong>-</p>
<blockquote><p>O espetáculo do cerco da tainha é dos mais impressionantes. Os iniciados na pesca conhecem de longe quando o cardume se aproxima pela opacidade que forma n’água e pelo ligeiro marulhar, que ao leigo escapam. De vez em quando, uma ou outra salta com o dorso prateado reverberando ao sol, pela simples direção do salto, sempre para frente ou para rumos diferentes, sabem se ela está desgarrada ou em manta. Em geral, nas praias em que a tainha é abundante, há o “espia”, velho pescador que conhece muito bem não só os hábitos dos peixes como os “movimentos” do mar em sua praia. Do alto de uma pedra, passa o dia todo, durante a época da tainha, a vigiar o mar. Avistada a manta, toca um búzio: é a “buzina da rede”.<br />
Abandonam todos o que estão fazendo e correm para a praia, atendendo ao chamado. Canoas e redes já estão prontas para serem roladas ao mar. Seguem as canoas que vão fazer o cerco e no seu encalço, as que vão “aparar”. O espia continua na praia controlando os movimentos. Dele partirá a ordem para o lançamento: um simples movimento de braços.</p>
<p>O toque do búzio tem que se dar quando o peixe está a uma distância suficiente para que haja tempo para tudo: puxada da canoa para o mar, embarque, emenda das redes. E tudo isso com um mínimo de barulho (nas redes destinadas à tainha, na tralha de chumbo, em lugar de chumbo, usam se saquinhos de lona cheios de areia grossa, para evitar o barulho nos bordos da canoa e não espantar o peixe arisco) e o máximo de rapidez. Está formado o cerco. Arisca como é a tainha tenta saltar para fora do obstáculo, principalmente porque, para excitá-la, se bate com os remos nos bordos da canoa e mesmo dentro d’água. Mas difícil é escapar: Complementando o trabalho das canoas dos tresmalhos, dispõem-se nas proximidades as chamadas canoas de apara, dotadas de uma espécie de entreparo de rede, içado perpendicularmente em um de seus bordos com o auxílio de varas móveis, formando uma parede contra a qual o peixe, no salto, vai bater, caindo dentro do bojo da canoa. Terminado o cerco, desatam-se as redes e cada canoa volta recolhendo a rede e o peixe “emalhado”, e voltam à terra com o respectivo carregamento que vai se amontoar num lugar comum para a partilha. Pelos varais suspensos à frente das casas, por muito tempo se verão expostas ao sol, a secar, as tainas tainhas salgadas que irão constituir a reserva nos momentos de escassez .</p>
<p><em>&#8220;Ensaios de antropologia indígena e caiçara&#8221;. Corone, E. (Org.). Editora Paz e Terra, Rio de Janeiro, 1980</em></p></blockquote>
<p><strong>Jair</strong>, pescador do Pantano do Sul, em 2003</p>
<blockquote><p>Os vigias são aqueles que ficam. Os vigias são as pessoas que saem de manhã de casa e vão pegar o seu local de vigia. Pegam seu posto e ficam o dia todo ali, observando o mar e vendo se o cardume vem. Lá na praia, ficam os pescadores, os remeiros, o patrão da canoa que faz o cerco. Tem o chumbereiro, que bota o chumbo na rede, tem o cabo, que segura a ponta da rede. Tudo isso são hierarquias que vai influir depois na repartição do peixe. O dono, na verdade, não apita nada. Nessas horas, quem apita mais é o patrão da canoa. O patrão pode ser o dono ou não. Então os vigias dão o sinal. Conforme o sinal que ele der será a quantidade de peixe que virá. Já se sabe se é pra botar uma canoa ou duas, três ou quatro; depende do sinal. E todo mundo sabe qual é o sinal. Aí o vigia lá dá o sinal, a canoa cerca e todo mundo puxa o peixe pra cima e vamos contar. Conta-se o peixe e vamos dividir.<br />
Ninguém nem chia. É por isso que nós chamamos de tainha da remagem, tainha da vista, tainha do cabo. Todos eles têm direito. Quanto mais matar, mais eles tiram ali.</p>
<p><em>&#8220;O Atlântico Açoriano&#8221;, Eugenio Pascele Lacerda, tese UFSC 2003</em>.</p></blockquote>
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		<title>Artisanal fishermen</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 21:57:45 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Pesca artesanal / Fishing Artisan]]></category>
		<category><![CDATA[Brazilian beach]]></category>
		<category><![CDATA[fishing artisan]]></category>
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Fotos e texto Ida Duclós
Mullets (Family Mugilidae) are a traditional fishing resource in the south and Southeast regions of Brazil. It is caught by many different fishing methods, especially by artisanal fishermen. In recent years it has also become an important target species for the industrial fleet. Catches occur mainly in the winter, during the [...]]]></description>
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<p>Fotos e texto Ida Duclós</p>
<p>Mullets (Family Mugilidae) are a traditional fishing resource in the south and Southeast regions of Brazil. It is caught by many different fishing methods, especially by artisanal fishermen. In recent years it has also become an important target species for the industrial fleet. Catches occur mainly in the winter, during the reproductive migration, along the coast, from the estuary of the Patos Lagoon &#8211; Rio Grande do Sul state - Rio de Janeiro. It is during this migration that occurs most of the fisheries. The fisheries production is highly variable from year to year because dependent on environmental conditions. Industry&#8217;s fishing methods cause an abundance reduction of this species and damages to the fisheries in the future.</p>
<p> </p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><img class="aligncenter size-full wp-image-1007" title="blog1" src="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/06/blog1.jpg" alt="blog1" width="1024" height="768" /> </p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"> </p>
<p style="TEXT-ALIGN: center">On the Santa Catarina Isle , the boats used for fishing are known as “canoe embroidered edge” (canoa de borda bordada) and “high or false edge”. This technique of construction has been learned with the natives, ancients inhabitants of the region. The immigrants portugueses learned how to use axes to build [monoxilas] trunk canoes, produced whith only a SINGLE woodblock. The wood used is garapuvú white or red cedar, pau-de-leaf, fig-white (Gameleira) and timbuíva (timbuva). In most cases the boats receive names that honor someone or their faith, such as &#8220;Go with God&#8221;, &#8220;Our Lady Conceição&#8221;, &#8221; Holy Holy Mary&#8221; or &#8220;Holy Anne&#8221;, &#8220;breakwater&#8221; and others. The crew of these boats are composed of four or five men, the boss and three rowers. Two proeiros and a &#8220;chumbeireiro&#8221;. They are equipped with oars and a paddle.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"> </p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"> <img class="aligncenter size-full wp-image-1012" title="blog02" src="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/06/blog02.jpg" alt="blog02" width="800" height="588" /></p>
<p> </p>
<p>Nets are just some of the artifacts used by the fisherman. They are some parts which allow the artisanal fishermen to develop the techniques passed from generation to generation. Crafts make this a way of living and still having a significant number of practitioners. The networks were formerly made with the fiber material of Gravatá, was later used the string, and currently use the nylon.<br />
In the past, network was made with rope from fibers of &#8220;imbiraçu&#8221;, &#8220;imbira white&#8221; and the fiber of &#8220;peteira&#8221;, the above stuff was trimmed with white wood corks. Currently is used corks or floats of styrofoam.<br />
The networks are dyed from with an ink extracted by a process of cooking or fermentation, removed from the shell of &#8220;comboatá&#8221;, &#8220;pau-ferro&#8221;, and cigar-mangue &#8220;Aroeira&#8221;, thus ensuring, greater conservation action against exhausting the salt. After dyed, the networks has a color purple. The networks have three hundred fathoms or more in length, by ten or more in height. One is dragged to the beach with two side handles which are, more or less, one hundred meters in length each. The mesh of the nets for mullet have three to four cm in width.</p>
<p> </p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><img class="size-full wp-image-1029  aligncenter" title="blog" src="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/06/blog.jpg" alt="blog" width="800" height="600" /></p>
<p>Unfortunately, History, culture, and nature are being destroyed by the land speculation and illegal construction. The community of fishermen was expelled from the beach. To survive, the fishermen have small jobs during the summer when the tourists arrive.<strong>Similar Posts:</strong>
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		<title>Catching the mullet fish</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 22:03:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pesca artesanal / Fishing Artisan]]></category>
		<category><![CDATA[Brazilian beach]]></category>
		<category><![CDATA[fishing artisan]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[mullet fish]]></category>
		<category><![CDATA[Southern Brazil]]></category>

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fotos Ida Duclós
The Southern Region of Brazil is one of the five administrative regions of Brazil. It includes the states of Paraná, Santa Catarina and Rio Grande do Sul. Southern Brazil has subtropical or temperate climate, it is different from the main cities such as Rio or the Amazonas area. Santa Catarina is a small [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-963 aligncenter" title="tainhablog" src="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/06/tainhablog.jpg" alt="tainhablog" width="1024" height="768" /></p>
<p>fotos Ida Duclós</p>
<p>The Southern Region of Brazil is one of the five administrative regions of Brazil. It includes the states of Paraná, Santa Catarina and Rio Grande do Sul. Southern Brazil has subtropical or temperate climate, it is different from the main cities such as Rio or the Amazonas area. Santa Catarina is a small Brazilian state, with little more than 6 million residents. The geographic diversity of the state includes white sand beaches, tropical forests and snowy mountains. The state has a mixed and rich cultural inheritance: Azorean immigrants fishermen, Italian immigrants farmers, German immigrants industrialists.</p>
<p>The State capital city is Florianópolis, a residential option for those who seek a good quality of life and a relaxed pace of living. Cited as one of cities with the highest standards of living in Brazil, Florianópolis is a unique city &#8211; half of it is located on the mainland and the other half on Santa Catarina Island, connected by a suspended bridge. Santa Catarina Island have 523 Km2 of green hills, lagoons and 42 beaches. About 45 percent of Santa Catarina Island lies in a nature preservation area. Florianópolis is modern and rustic at the same time. One of the rare destinations in the world where the new and the old coexist harmoniously.</p>
<p>Founded in 1723, the city has a lot of reminders about its past under Portuguese (Azorean) colonization, which is evident in old villages, fortresses, churches and museums. Along the coast, a series of fortresses built to withstand invasions by the Spanish and the Dutch during the 16th and 17th centuries, are a relic from ancient times. Amongst them are the Fortress of Santa Cruz on the Island of Anhatomirim, the Fortress of São José da Ponta Grossa between the beaches of Daniela and Jurerê, listed as a Historical Monument, and Santo Antônio, on the Island of Ratones Grande.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><img class="size-full wp-image-971 aligncenter" title="tainhablog06" src="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/06/tainhablog06.jpg" alt="tainhablog06" width="759" height="600" /></p>
<p>Florianópolis is composed of many fishing communities where catching fish and harvesting seafood are important activities in their lifes. The tradition has been cultivated by Portuguese Azorean families that settled in the island in the 18th century. Autumn is the opening season for catching the mullet, a popular fish present in many dishes of the local cuisine. The mullet is usually caught with long nets pulled by a group of people. The nets are placed close to the beach where observers look for a shoal. The fishing in the island is mostly artisan.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><img class="size-full wp-image-980 aligncenter" title="blogtainha04" src="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/06/blogtainha04.jpg" alt="blogtainha04" width="800" height="595" /></p>
<p>From a clifftop a man stands alone and ever alert, scanning the sea for a school of mullet fish. Even in the dark he is able to spot the fish and rises the alarm when everyone is asleep, prompting other fishermen into action. He is known as “vigia do mar”, the watchman of the sea.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><img class="size-full wp-image-984 aligncenter" title="tainha0blog1" src="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/06/tainha0blog1.jpg" alt="tainha0blog1" width="640" height="480" /></p>
<blockquote><p>&#8220;The reality of the fisherman is the sudden change… their salvation is to have the support of one of the most prepared amongst their peers, the one who lives on the top of the hill, alone and on awake. He is the watchman of the sea. He sees school of fish in the dark and gives the alarm when everyone is asleep.&#8221;  Adapted from the book <a href="http://www.consciencia.org/loja/index.php?main_page=product_info&amp;cPath=66&amp;products_id=183">&#8220;Refúgio do Príncipe&#8221;,  by Nei Duclós</a></p></blockquote>
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		<title>Trilhas da Praia de Ingleses</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Apr 2009 14:31:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Trilhas da Praia de Ingleses]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[trilha da Feiticeira]]></category>
		<category><![CDATA[trilha do morro das Aranhas]]></category>
		<category><![CDATA[Trilhas]]></category>
		<category><![CDATA[trilhas praia de Ingleses e Santinho]]></category>

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Caminho do Engenho (da Ponta do Morro) Foto Miguel Duclós

O caminho inicia no lado Leste da Praia dos Ingleses, junto à gruta, e segue atravessando áreas de vegetação em regeneração, capoeirinha, capoeira e pastagens de costões. O caminho foi utilizado no passado para alcançar plantações e usar os costões para a pesca de caniço e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong>Caminho do Engenho (da Ponta do Morro)</strong> Foto Miguel Duclós<br />
<img class="size-large wp-image-924 aligncenter" title="fotomiguel" src="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/04/fotomiguel-1024x368.jpg" alt="fotomiguel" width="1024" height="368" /></p></blockquote>
<p>O caminho inicia no lado Leste da Praia dos Ingleses, junto à gruta, e segue atravessando áreas de vegetação em regeneração, capoeirinha, capoeira e pastagens de costões. O caminho foi utilizado no passado para alcançar plantações e usar os costões para a pesca de caniço e linha; levava, ainda, para uma casa e um engenho de açúcar, dos quais restam ruínas em um sítio histórico localizado no seu trecho central. O trecho final, hoje utilizado principalmente por pescadores e para caminhadas, leva às rochas da Ponta dos Ingleses.<br />
Há cercas de arame farpado para impedir a passagem de gado, mas com passagem para pedestres.</p>
<blockquote><p>• Atrações da paisagem: áreas para banho de mar, vista panorâmica da Praia do Ingleses e das Ilhas do Badejo, Moleques e Mata Fome.<br />
• Extensão em metros: 1.736<br />
• Fontes de água: 3 córregos.<br />
• Graduação para bicicletas: difícil, subidas e descidas com risco de queda poucos trechos para montar.<br />
• Grau de dificuldade: semi leve; caminhada em desníveis pouco acentuados; curto percurso.<br />
• Orientação: fácil, acessível aos menos experientes, com nenhum ou baixo risco de se perder.<br />
• Preparo físico: normal.<br />
• Tempo de percurso: 30 minutos.<br />
• Tipo de terreno: envolve caminhada sobre costões; caminho acidentado, intercalando trechos de terra batida, seixos e cobertos por vegetação rasteira sobre o antigo caminho de carro de boi.</p></blockquote>
<blockquote><p><strong>Caminho da Grota</strong><br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-934" title="filme4" src="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/04/filme4.jpg" alt="filme4" width="815" height="567" /></p></blockquote>
<p>Este caminho tem seu início no final da Praia dos Ingleses (lado leste), onde há uma notável oficina lítica, em uma bifurcação no início do caminho do engenho, passando pela Pedra da Porca, que pode ser escalada e de onde se tem belíssima vista panorâmica da Praia dos Ingleses, Santinho e campo de dunas, seguindo em direção ao cume do Morro dos Ingleses, contornando o sul do paredão granítico conhecido como lajeiro (lajedo). Percorre ainda áreas de Floresta Atlântica em regeneração (capoeira e capoeirão) até alcançar o costão leste do Morro dos Ingleses, onde, nos paredões rochosos, densa colônia de gaivotas se estabeleceu.</p>
<blockquote><p>• Atrações da paisagem: áreas de mata preservadas e em regeneração, com vista panorâmica da Praia dos Ingleses e do mar aberto, com costões íngremes e imponentes após a passagem da cumeeira.<br />
• Extensão em metros: 1.273<br />
• Fontes de água: o caminho cruza córregos em 3 pontos.<br />
• Graduação para bicicletas: radical – alto risco de queda, poucos trechos para montar.<br />
• Grau de dificuldade: pesada – caminhada em desníveis acentuados, exige esforço.<br />
• Linha de ônibus: Ingleses (saltar no ponto mais próximo à Igreja Matriz junto à praia).<br />
• Orientação: médio – exige atenção e conhecimento prévio da área; há uma série de bifurcações; o principal entroncamento localiza-se próximo à “Pedra da Porca”, que segue em direção ao paredão rochoso do Morro dos Ingleses (testeiro) e a vereda principal que segue na direção Leste.<br />
• Preparo físico: bom.<br />
• Tempo de percurso: 1 hora.<br />
• Tipo de terreno: terreno acidentado, terra batida e com seixo</p></blockquote>
<blockquote><p><strong>Caminho da Lomba do Ingá</strong> Foto Daniel Duclós<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-930" title="foto-dani2" src="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/04/foto-dani2.jpg" alt="foto-dani2" width="800" height="600" /></p></blockquote>
<p>O caminho liga a Praia do Santinho à Praia de Moçambique, contornando a face oeste do Morro das Aranhas, ladeado por vegetação de praia &#8211; dunas e restingas &#8211; no Parque Florestal do Rio Vermelho. O antigo caminho servia à população do norte da ilha para alcançar a Praia de Moçambique nos deslocamentos até a Barra da Lagoa, e desse ponto em direção à Lagoa da Conceição e centro de Florianópolis, quando o transporte por ônibus era inexistente ou precário. O caminho percorre lagoas formadas entre as dunas. É sombreado por arbustos de porte médio entremeados por árvores na maior parte do percurso.<br />
O caminho foi utilizado, nas décadas de 40 e 50, para passeios ecológicos pelas escolas da localidade, além de servir aos pescadores locais para alcançar os ranchos de pesca na Praia Grande (Moçambique), especialmente nos períodos da safra da tainha.</p>
<blockquote><p>• Atrações da paisagem: área de preservação, dunas, restinga, lagoas, córregos, praia.<br />
• Altitude média: 30m<br />
• Extensão em metros: 2.307<br />
• Fontes de água: 3 córregos.<br />
• Graduação para bicicletas: difícil próximo à Praia de Moçambique; caminho em areia de duna (fofa).<br />
• Grau de dificuldade: semi leve – caminhada geralmente plana com alguns desníveis de baixa inclinação.<br />
• Linha de ônibus: Ingleses (descer no ponto final da Praia do Santinho).<br />
• Orientação: fácil – baixo risco de se perder; acessível aos menos experientes.<br />
• Preparo físico: normal.<br />
• Tempo de percurso: 1 hora.<br />
• Tipo de terreno: arenoso.</p></blockquote>
<blockquote><p><strong>Caminho da Partida (Glória)</strong> Foto Daniel Duclós<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-931" title="fotodanie-4" src="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/04/fotodanie-4.jpg" alt="fotodanie-4" width="800" height="600" /></p></blockquote>
<p>O caminho liga as dunas entre a Praia dos Ingleses e a Praia do Santinho ao costão leste do Morro dos Ingleses, passando por um ponto chamado Areia Branca, seguindo na direção sudeste por área encharcada, e em seguida percorrendo áreas de capoeirão e capoeira, tanto no aclive em direção à cumeeira quanto na vertente em direção ao costão, e áreas de capoeirinha e vegetação arbustiva na vertente em direção às dunas.<br />
O acesso pode ser feito a partir de vários caminhos secundários que têm início na linha de contacto entre o campo de dunas móveis e a vegetação na base do morro, poré sempre em direção ao ponto chamado Areia Branca, o qual dá a orientação para acessar a parte mais complexa do caminho.<br />
O ponto denominado Glória, na vertente leste, foi utilizado no passado para o estabelecimento de roças de milho, feijão e abóbora.</p>
<blockquote><p>• Atrações da paisagem: vista panorâmica das dunas, ilhas das Aranhas e do Badejo, e praias do Santinho e Ingleses; mar aberto na vertente Leste.<br />
• Extensão em metros: 790<br />
• Fontes de água: o caminho cruza vários córregos.<br />
• Graduação para bicicletas: radical – alto risco de queda; poucos trechos para montar.<br />
• Grau de dificuldade: pesada – caminhada em desníveis acentuados, exige esforço.<br />
• Linha de ônibus: Ingleses (saltar no ponto próximo à Igreja Matriz, junto à praia).<br />
• Orientação: exige atenção e conhecimento prévio da área; há uma série de bifurcações; há várias possibilidades de acesso a partir das dunas que margeiam a base do morro, sendo que a mais apropriada é a da Areia Branca (por este caminho pode-se acessar, também, a Pedra da Porca, que dá acesso ao caminho da Grota).<br />
• Preparo físico: bom.<br />
• Tempo de percurso: 1 hora.<br />
• Tipo de terreno: terra batida no Morro dos Ingleses, com seixos em alguns trechos; áreas encharcadas em alguns trechos; arenoso no trecho inicial; área plana sobre dunas fixas a oeste.</p></blockquote>
<blockquote><p><strong>Trilha do Churão</strong> Foto Ida Duclós<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-935" title="trilhaida" src="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/04/trilhaida.jpg" alt="trilhaida" width="1024" height="768" /></p></blockquote>
<p>A trilha liga a Praia Brava à estrada Jornalista Jaime de Arruda Ramos, próximo à Praia da Lagoinha, onde atravessa o quintal da casa n° 718. Percorre áreas de capoeirinha, plantações e algumas casas. O percurso permite o desfrute da paisagem do norte da ilha.</p>
<blockquote><p>• Atrações da paisagem: vista panorâmica.<br />
• Extensão em metros: 983<br />
• Fontes de água: 1 riacho.<br />
• Graduação para bicicletas: técnica, com algumas desníveis e trechos escorregadios.<br />
• Grau de dificuldade: semi leve – caminhada em desníveis pouco acentuados; curto percurso.<br />
• Linha de ônibus: Ponta das Canas para a Praia Brava não há linha regular.<br />
• Orientação: fácil – acessível aos menos experientes; nenhum risco de se perder.<br />
• Preparo físico: normal.<br />
• Tempo de percurso: 25 minutos.<br />
• Tipo de terreno: argiloso e de terra batida.</p></blockquote>
<blockquote><p><strong>Trilha da Feiticeira</strong> Foto Ida Duclós<img class="size-large wp-image-942 alignnone" title="mari-02911" src="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/04/mari-02911-1024x972.jpg" alt="mari-02911" width="1008" height="883" /></p></blockquote>
<p>A trilha, utilizada por pescadores, liga a Praia dos Ingleses à Praia Brava. Em alguns pontos desaparece, alcançando as rochas do costão; deve-se manter a atenção para reencontrar os pontos de retorno. É recomendado o uso de calçado com sola de borracha aderente para diminuir os riscos de acidentes na caminhada sobre as rochas.<br />
Para chegar à Praia dos Ingleses pode-se pegar as linhas de ônibus de Ingleses ou Capivari, saltando no asfalto e caminhando em direção ao canto oeste da praia ou, se motorizado, acessando via Rua das Gaivotas até o seu final.<br />
Na Praia Brava não há linhas de ônibus regular, tendo-se que caminhar pela rodovia de acesso à praia até a estrada que leva a Ponta das Canas ou caminhar pela Trilha do Churão, que liga a Brava até a estrada Jornalista Jaime de Arruda Ramos, na Praia da Lagoinha, e pegar o ônibus de Ponta das Canas para retornar ao centro de Florianópolis.</p>
<blockquote><p>• Atrações da paisagem: vista panorâmica das praias Brava e dos Ingleses, e da Ilha do Arvoredo; áreas para banho de mar, costões.<br />
• Extensão em metros: 1.890<br />
• Fontes de água: 6 córregos.<br />
• Graduação para bicicletas: radical; poucos trechos para montar; carregações excessivas; alto risco de queda.<br />
• Grau de dificuldade: semi pesada – caminhada em desníveis; alguns pontos com exposição à altura sobre trechos do costão.<br />
• Orientação: de fácil a médio &#8211; exige atenção; risco de tomadas erradas próximo às rochas do costão.<br />
• Preparo físico: normal.<br />
• Tempo de percurso: 50 minutos.<br />
• Tipo de terreno: caminha-se sobre rochas do costão em alguns trechos; trechos de trilha sobre vegetação rasteira e terreno movediço próximos aos córregos do Morro das Feiticeiras.</p></blockquote>
<blockquote><p><strong>Trilha do Morro das Aranhas</strong> Foto Daniel Duclós<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-943" title="20040226-103351" src="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/04/20040226-103351.jpg" alt="20040226-103351" width="800" height="600" /></p></blockquote>
<p>O caminho que liga a Praia de Moçambique à Praia do Santinho atravessa os costões da Ponta das Aranhas, Ponta do Lageado e Ponta do Calhau Miúdo no Morro das Aranhas, percorrendo áreas de pastos e capoeirinha. No trecho próximo à Praia do Santinho há um sítio arqueológico com pinturas rupestres nas rochas do costão; uma oficina lítica se localiza no início do costão, na praia de Moçambique, onde está o extremo sul da trilha.<br />
Os caminhantes devem utilizar calças de tecido resistente para evitar cortes pelos gravatás, abundantes nas áreas de pasto ao longo da trilha, e calçados com sola de borracha aderente para evitar quedas nos trechos sobre as rochas nas pontas de costão.</p>
<blockquote><p>• Atrações da paisagem: áreas para banho de mar, oficina lítica, costões, ilhas das Aranhas, vista panorâmica da Praia de Moçambique, do Parque Florestal do Rio Vermelho e da Praia do Santinho.<br />
• Extensão em metros: 2.561<br />
• Fontes de água: 6 córregos.<br />
• Graduação para bicicletas: radical – alto risco de queda, envolve muitas carregações.<br />
• Grau de dificuldade: difícil – caminhada em desníveis, exigindo apoio das mãos e exposição à altura em alguns trechos; exige muito esforço.<br />
• Linha de ônibus: Ingleses para chegar à Praia do Santinho, podendo a trilha ser acessada no canto sul da mesma praia, onde se localiza o complexo hoteleiro Costão do Santinho. Para o acesso pela praia do Moçambique é necessário atravessar a restinga por uma estrada não pavimentada a partir da SC-406, onde se chega via linhas Rio Vermelho ou Moçambique, ou ainda pelo caminho da Lomba do Ingá a partir do final da estrada de Aranhas (Estrada Ver. Onildo Lemos).<br />
• Orientação: médio – exige atenção em alguns pontos de capoeirão, nos trechos entre as pontas de costão; há bifurcações que levam a pontos de pesca e coleta de mariscos nos costões.<br />
• Preparo físico: bom.<br />
• Tempo de percurso: 1 hora.<br />
• Tipo de terreno: a trilha percorre áreas de costão; apresenta trechos alagados pelas nascentes de água do Morro das Aranhas, principalmente no seu trecho central. Nos trechos central e próximo à Praia do Santinho afloram seixos; próximo a Moçambique a trilha percorre a vegetação rasteira do costão.</p></blockquote>
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		<title>O vigia do mar, the watchman of the sea</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Mar 2009 19:28:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pesca artesanal / Fishing Artisan]]></category>

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From a clifftop a man stands alone and ever alert, scanning the sea for a school of mullet fish. Even in the dark he is able to spot the fish and then rise the alarm when everyone is asleep, prompting other fishermen into action. He is known as &#8220;vigia do mar&#8221;, a watchman of the [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><span style="mso-ansi-language: EN-US;" lang="EN-US"><span style="font-size: small;"></span></span></p></blockquote>
<p style="text-align: center;">From a clifftop a man stands alone and ever alert, scanning the sea for a school of mullet fish. Even in the dark he is able to spot the fish and then rise the alarm when everyone is asleep, prompting other fishermen into action. He is known as &#8220;vigia do mar&#8221;, a watchman of the sea.</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><em><a href="http://www.feriasfloripa.com.br/loja-virtual"><strong>O Refúgio do Principe &#8211; Histórias Sopradas pelo Vento</strong></a></em> de Nei Duclós.</p>
<blockquote>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="mso-ansi-language: EN-US;" lang="EN-US"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;"><span class="mn">fishing net and the top of the hill, who lives the <span style="font-size: small; font-family: Calibri;">watchman of the sea.</span></span></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="mso-ansi-language: EN-US;" lang="EN-US"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;"><span class="mn"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;"> </span></span></span></span></span><img class="aligncenter size-full wp-image-873" title="mapado-morro-ingleses" src="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/03/mapado-morro-ingleses.jpg" alt="mapado-morro-ingleses" width="1424" height="806" /></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><a href="http://www.consciencia.org/neiduclos/News/O-VIGIA-DO-MAR/"><span style="color: #4c5ea8;"><strong>O VIGIA DO MAR</strong></span></a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;">Nei Duclós</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;">&#8220;A realidade do pescador é a brusca mudança, o rochedo que aflora, o sumidouro, o roçar de um monstro, a mistura do vento, o peixe maior do que os braços. Ele vive diante da oportunidade perdida, da história afundada no tempo, na curva da onda batizada de Iemanjá, na tentação sonora em forma de sereia. O pescador perde a forma para adaptar-se às imposições mutantes da paisagem. Sua percepção sofre com esse penoso exercício e por isso não é convincente para quem vive fora do seu mundo. Mas ele sabe o quanto pode se enganar, principalmente quando fica de olho na água para vislumbrar a presa. Sua salvação é contar com o apoio do mais preparado dos seus pares, aquele que vive no alto do morro, só e desperto. É o vigia do mar. Ele vê cardume no escuro e dá o alarme quando todos estão dormindo. Visitei um velho vigia um dia desses, no Muquém.&#8221;</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p align="justify"><em> foto Ida Duclós Ingleses Beach</em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><img class="size-full wp-image-878 alignnone" title="pesca5" src="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/03/pesca5.jpg" alt="pesca5" width="897" height="673" /></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;">Quando chega o inverno, o Vento Sul tráz para o litoral catarinense os cardumes: a pesca da tainha é uma das tradições mais fortes de Santa Catarina, iniciada com a colonização açoriana, há mais de dois séculos. Está tão integrada a vida dos pescadores, que eles marcam os eventos familiares pela safra da tainha: um casamento, o primeiro filho, a compra do carro, o aumento da casa ou a reforma do barco.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;">Desde que amanhece até o entardecer, dia após dia um vigia com olhos experientes permanece num ponto alto à beira do mar com a missão de localizar o cardume. Enquanto aguardam o aviso do olheiro, os demais colegas passam as horas fazendo ou consertando redes e conversando. Avisados da presença do cardume, os barcos são colocados na água para o cerco das redes aos peixes. Feito o cerco, começa um mutirão para puxar as redes para a praia. Finalizado o lanço, qualquer ajudante, pescador ou não, recebe sua cota de tainha para levar para casa.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: left;">
<blockquote><p><img class="size-full wp-image-886 aligncenter" title="modesto" src="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/03/modesto.jpg" alt="modesto" width="694" height="600" /><em></em></p>
<p><em>Seu Modesto, vigia do mar, em sua casa com seu irmão Altair e D. Mimosa, sua esposa.</em></p>
<p><em></em>Em seu Livro o <em>&#8220;Refúgio do Príncipe &#8211; histórias sopradas pelo vento&#8221;,</em> Nei Duclós conta sobre o velho vigia do mar das praias de Ingleses e de Santinho &#8211; Seu Modesto &#8211; e muitos outros que viraram personagens de sua literatura e fazem parte da vida da Ilha de Santa Catarina. Na foto acima, o livro retorna para quem lhe deu origem: as pessoas que habitam a Ilha, trabalham duro para sobreviver,  mas não deixam de cultivar sua beleza. O livro foi recebido com carinho, assim como são recebidos todos os visitantes que chegam nessa casa simples, com as portas sempre abertas. &#8220;Só existe três coisas nessa vida: a presença de Deus, das crianças e das flores&#8221;, me diz Seu Modesto sorridente.</p></blockquote>
<blockquote><p><img class="size-full wp-image-892 aligncenter" title="mari-0191" src="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/03/mari-0191.jpg" alt="mari-0191" width="640" height="480" /></p>
<p>Despeço-me, prometendo voltar breve. Quero me sentir abençoada por essa terra que me alimenta e aprender com os velhos pescadores a decifrar o segredos do mar que me cerca.</p></blockquote>
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		<title>Children love the world &#8211; Earthhour 2009 &#8211; Brasil &#8211; Florianópolis</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Mar 2009 03:31:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>juju</dc:creator>
				<category><![CDATA[Earthhour]]></category>
		<category><![CDATA[## earthhour #Brasil #Florianopolis #Ingleses Beach]]></category>

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Earth hour

fotos:
1. Ponte Hercílio Luz, foto de Antonio Carlos da Silva
2. Maria Clara em Ingleses, foto de Ida Duclós
3. A ponte Hercílio Luz com as luzes apagadas durante uma hora Foto:Ricardo Duarte.
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<p><a href="http://www.flickr.com/photos/feriasfloripa/3393796590/"><img class="alignnone" title="earthhour" src="http://farm4.static.flickr.com/3628/3393796590_5e1d5d19ea.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/feriasfloripa/3394085534/"><img class="alignnone" title="ponte2" src="http://farm4.static.flickr.com/3591/3394085534_8ae4ee1ea7.jpg?v=0" alt="" width="500" height="287" /></a></p>
<p><a href="www.earthhour.org/" target="_blank">Earth hour</a><br />
<img class="alignnone size-full wp-image-865" title="1057505" src="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/03/1057505.jpg" alt="1057505" width="48" height="48" /></p>
<p>fotos:</p>
<p>1. Ponte Hercílio Luz, foto de Antonio Carlos da Silva<br />
2. Maria Clara em Ingleses, foto de <a href="http://www.flickr.com/photos/feriasfloripa/" target="_blank">Ida Duclós<br />
</a>3. A ponte Hercílio Luz com as luzes apagadas durante uma hora Foto:Ricardo Duarte.</p>
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		<title>Ilha De Santa Catarina através do tempo</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Mar 2009 04:05:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ida</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Ilha Através do Tempo]]></category>
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		<category><![CDATA[relato de viajantes do século XVII e XVIII na Ilha de Santa Catarina]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/aIP4c4k2gv0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/aIP4c4k2gv0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object><strong>Similar Posts:</strong>
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		<title>As razões do Desterro</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Mar 2009 23:13:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ida</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Ilha Através do Tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Brazil]]></category>
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		<category><![CDATA[História da Ilha de Santa Catarina]]></category>
		<category><![CDATA[História do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[relato de viajantes do século XVII e XVIII na Ilha de Santa Catarina]]></category>

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Mapa de Santa Catarina Island 1776, Manl Christovl. del Canto.
Durante os séculos XVII e XVIII, a Ilha de Santa Catarina foi visitada por navegadores de diversas nações que, na sua maioria, chegaram à ilha após uma longa viagem através do Atlântico. A ilha ficava na passagem dos navios que iriam dobrar o Cabo Horn &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/03/scatarina1_island_map_17761.jpg"><img class="size-full wp-image-575  aligncenter" title="scatarina1_island_map_17761" src="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/03/scatarina1_island_map_17761.jpg" alt="scatarina1_island_map_17761" width="604" height="386" /></a></p>
<p>Mapa de Santa Catarina Island 1776, Manl Christovl. del Canto.</p>
<p>Durante os séculos XVII e XVIII, a Ilha de Santa Catarina foi visitada por navegadores de diversas nações que, na sua maioria, chegaram à ilha após uma longa viagem através do Atlântico. A ilha ficava na passagem dos navios que iriam dobrar o Cabo Horn &#8211; na época, rota obrigatória das embarcações que viajavam ao redor do mundo, indo para a costa oeste dos Estados Unidos, China, Índia e toda a Ásia. O Porto de Nossa Senhora do Desterro foi durante três séculos uma das principais portas de entrada para o Brasil Meridional, para a Baía do Prata e um ponto de apoio estratégico no Atlântico Sul. Suas duas baías, lado norte e lado sul, eram ancoradouros naturais em qualquer vento, e a tranquila população ilhéia permitia que o local servisse como posto de abastecimento, sem criar maiores dificuldades. Os navios se abasteciam de água e mantimentos, os mastros eram consertados, acertavam-se os instrumentos de navegação, enquanto os doentes se restabeleciam. O olhar estrangeiro se deslumbrava com a exuberância da natureza e a potencialidade dos recursos naturais do lugar – que contava com um porto seguro, moradores pacíficos, sem as altas taxas e burocracia do Rio de Janeiro. O registro que esses marinheiros fizeram sobre Florianópolis, além de ser importante fonte histórica e iconográfica, trazem a versão de quem chegou de fora e não está atrelado à política colonial brasileira. (&#8220;Ilha de Santa Catarina &#8211; Relatos de Viajantes Estrangeiros nos Séculos XVIII e XIX&#8221; &#8211; Ed.UFSC, org. Paulo Berger).</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center">PAGANINO Jacinto Jose 1782 1784<br />
Plano da ilha e porto St Catarina na America  <img class="size-full wp-image-819 aligncenter" title="essa" src="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/03/essa.jpg" alt="essa" width="675" height="620" /></p>
<p>Muitos desses relatos prediziam que Florianopolis se tornaria um centro mercantil e cosmopolita, um dos principais portos do Brasil. Mas Florianopolis não cumpriu o destino previsto por seus visitantes. A ilha permanecia estagnada através dos séculos &#8211; sem apresentar grandes transformações. Preocupados com o comércio de cabotagem, os navegadores analisam as causas para essa estagnação. O principal motivo apontado é a proibição portuguesa de qualquer tipo de comércio na Ilha, que só tinha permissão para negociar com o Rio de Janeiro. Uma <span class="dolAcepsSubacep"><span class="dolSubacepTraduz"><span class="dolTraduzTrad">interdição que parecia ser absurda aos estrangeiros, pois até quando se tornou Porto livre permanecaim as restrições. </span></span></span>Assim para vender seus produção, o os ilhéus deveriam levá-los de barco até o porto do Rio de Janeiro, e qualquer produto manufaturado deveria ser adquirido lá, vindo de Lisboa. Como isso encareceria demais qualquer tipo de atividade mercantil, os habitantes permaneceram produzindo somente o suficiente para seu próprio consumo. Quando as embarcações estrangeiras chegavam na Ilha de Santa Catarina, pediam licença ao governador da Provincia para abastecer seus navios, só com essa autorização eles podiam adquir o que lhes era necessário. Para os forasteiros que aqui aportavam, essa política portuguesa era um contrasenso que resultava na pobreza da população.</p>
<blockquote><p><span style="font-size: small; font-family: Calibri;"><em>“Apesar de tantas vantagens , a região é muito pobre e tem falta absoluta de objetos manufaturados; de modo que os camponeses se encontram quase nus ou cobertos de andrajos; suas terras, que seriam muito próprias para o cultivo de cana de açúcar não podem ser aproveitadas por falta de escravos, pois não são suficientes ricos para comprá-los. A pesca da baleia é muito abundante: mas é uma propriedade da Coroa, arrendada a uma companhia de Lisboa: esta companhia tem, nesta costa, três grandes estabelecimentos nos quais se pescam cada ano cerca de 400 baleias, cujo produto, tanto azeite como em “sperme-céti”, é enviado para Lisboa pelo Rio de Janeiro. Os habitantes não passam de meros espectadores desta pesca, que não lhes traz nenhum proveito. Se o governo não vier em seu auxílio e não lhes der outras isenções ou incentivos que possa, ali incentivar o comércio, uma das mais belas regiões da terra definhará eternamente, o que não será de nenhuma utilidade para a metrópole.” <span style="mso-ansi-language: EN-US" lang="EN-US"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri;">La Pérouse, Voyage Autour Du Monde, 1790</span></span></span></em></span></p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;"><em></em></span><span class="titulo-az">NORONHA, António José de Freitas, fl. 1803 </span>Gravata», fruto e planta da Ilha de Santa Catarina (Brasil)<img class="aligncenter size-full wp-image-821" title="c2abgravatac2bb-fruto-e-planta-da-ilha-de-santa-catarina-brasil" src="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/03/c2abgravatac2bb-fruto-e-planta-da-ilha-de-santa-catarina-brasil.jpg" alt="c2abgravatac2bb-fruto-e-planta-da-ilha-de-santa-catarina-brasil" width="342" height="445" /></p>
</blockquote>
<p>Para compreender as razões portuguesas para essa política, é preciso considerar o difícil relacionamento que a Coroa Portuguesa mantinha com a Espanha. O grande interesse de Portugal, não era o desenvolvimento dessas terras, mas garantir sua posse na América Meridional, diversas vezes ameaçada de se tornar espanhola. No intricado xadrez geopolítico entre Portugal e Espanha, a Ilha de Santa Catarina foi apenas um peão com valor de troca. Assim, foi &#8220;Isla de Santa Catalina&#8221; (Caboto, 1526) antes de nos tornar &#8220;Póvoa de Nossa Senhora do Desterro&#8221; (Francisco Dias Velho, por volta de 1651).</p>
<p>A partir da fundação da Colônia de Sacramento (1680) a ilha catarinense se tornou um ponto estratégico, pois era necessária para dar cobertura militar à nova colonia. A sua posição era valorizada por situar-se praticamente a meio caminho entre Rio de Janeiro e Buenos Aires, as duas maiores cidades litorâneas desse lado do Atlântico da época. Foi esse o principal motivo para a criação da Capitania da Ilha de Santa Catarina (11/08/1738), e a construção das fortalezas na ilha. O Brigadeiro José da Silva Paes foi designado à frente da Capitania e organizou o seu sistema de defesa. Construíram-se as fortalezas de Santa Cruz, na Ilha de Anhatomirim (1738), de São José da Ponta Grossa (1740), de Santo Antônio, na Ilha de Ratones Grande (1740), e de Nossa Senhora da Conceição da Barra do Sul (1740). O efetivo povoamento da região ocorreu entre 1748 e 1756, com a chegada de cerca de 6.000 colonizadores açorianos e meia centena de madeirenses, os quais se fixaram nas freguesias recém criadas da Santíssima Trindade, da Lagoa da Conceição, de Santo Antônio de Lisboa. Mas tarde em São João do Rio Vermelho, Canasvieiras e Ribeirão da Ilha.</p>
<p>Domingos Fossari<a href="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/03/dsc03465.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-816" title="dsc03465" src="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/03/dsc03465.jpg" alt="dsc03465" width="800" height="552" /></a></p>
<p>As relações entre Portugal e Espanha na América do Sul estavam muito longe ainda de se resolver, apesar dos diversos tratados já assinados. Para além dos acordos alcançados &#8211; quer o de Madrid em 1750, quer o de El Pardo, de 12 de fevereiro de 1761, que anulou o de Madrid &#8211; permaneciam as escaramuças e as desconfianças. Em 1776, A Espanha, influenciada pela França, organiza uma poderosa expedição naval , comandada por D.Pedro Cevallos, chegando a Santa Catarina no Brasil. Perante a força da expedição, a guarnição da ilha rendeu-se à armada de Cevallos, bem como mais tarde a Colônia de Sacramento, só parando a sua investida a norte do Rio da Prata por ordem de Madri. Provavelmente por intervenção da Rainha-mãe D.Mariana Vitória, junto de seu irmão o rei Carlos III, demonstrando-lhe que a paz era o melhor para os interesses das potências ibéricas. A partir desse momento começou o estabelecimento de um novo tratado, negociado pelo embaixador português junto da corte de Carlos III, D. Francisco Inocêncio de Sousa Coutinho e pelo conde de Floridablanca por Madrid.</p>
<p>O objetivo deste tratado, além de parar o conflito na América do Sul, pretendia restabelecer o tratado de Madrid &#8211; assinado por D. João V e Fernando VI. O tratado de Santo Ildefonso foi assinado em 1 de Outubro de 1777, mas atendendo a algumas dificuldades levantadas pelos espanhóis, sobre a formação da comissão mista , que iria no terreno demarcar os limites territoriais, este tratado foi considerado preliminar, só sendo realmente efetivado com o Tratado do Pardo em 11 de Março de 1778. A Ilha foi devolvida aos portugueses pelo então governador da Ilha o espanhol Guilherme Waugham, e é recebida pelo Cel. Francisco da Veiga Cabral da Câmara, do regimento da Bahia.</p>
<p>É dentro desse contexto que acontece o desenvolvimento da cidade de Florianópolis &#8211; de forma lenta, subordinado à política expansionista portuguesa. Seu porto permaneceu quase escondido, dedicado ao comércio local. Pode-se imaginar que graças a isso, a Mata Atlantica que cobre a Ilha de Santa Catarina tenha chegado ao século XX, já que o comércio de madeira era o mais ambicionado pelos antigos navegantes, que dela precisavam para a construçao ou calefatagem dos navios.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><img class="size-full wp-image-633 aligncenter" title="vm_1847_desterro" src="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/03/vm_1847_desterro.jpg" alt="vm_1847_desterro" width="716" height="544" /></p>
<p><strong>Lista dos Navegadores que aportaram na Ilha de Santa Catarina </strong></p>
<p>1. Frézier, Amédée François*****************1712 &#8220;Saint Joseph&#8221; e &#8220;Marie&#8221;</p>
<p>2. Shelvocke, George******************* ****1719 *&#8221;Speedwell&#8221;</p>
<p>3. Betagh, Willian ************************** 1719 *&#8221;Speedwell&#8221;</p>
<p>4.Anson, George****************************1740 *&#8221;Centurion&#8221;, &#8220;Gloucester&#8221;, &#8220;Sévern&#8221;, &#8220;Perle&#8221;, &#8220;Wager&#8221;</p>
<p>5.Dom Pernetty, Antoine Joseph*************1763 *&#8221;l&#8217;Aigle&#8221; e &#8220;Le Sphinx&#8221;</p>
<p>6.La Pérouse, Jean François Galaup de********1785 * &#8220;Astrolabe&#8221; e &#8220;Boussole&#8221;</p>
<p>7.Semple Lisle, James George****************1798 *&#8221;Lady Shore&#8221;</p>
<p>8.Krusenstern, Adam Johann von************1803 *&#8221;Nadeshda&#8221;</p>
<p>9.Lisiansky, Urey**************************1803 *&#8221;Neva&#8221;</p>
<p>10.Langsdorff, Georg Heinrich von***********1803 * &#8220;Nadeshda&#8221;</p>
<p>11.Mawe, John*****************************1807 *Vencedor</p>
<p>12.Golovnin, Vassili Mihailovitch (Almirante) *1808* &#8220;Diana&#8221;</p>
<p>13.Porter, David***************************1812 *&#8221;Essex&#8221;</p>
<p>14.Kotzebue, Otto von*********************1815 *&#8221;Rurick&#8221;</p>
<p>15.Chamisso, Adalbert von*****************1815 *&#8221;Rurick&#8221;</p>
<p>16.Choris, Louis**************************1815 *&#8221;Rurick&#8221;</p>
<p>17.Duperrey, Louis Isidore****************1822 *&#8221;La Coquelle&#8221;</p>
<p>18.Lesson, René Primevère****************1822 *&#8221;La Coquelle&#8221;</p>
<p>17.Seidler, Carl Friedrich Gustav***********1825 *&#8221;Caroline&#8221;</p>
<p>18.Trachsler, Heinrich********************1828 *&#8221;D. Pedro I&#8221;</p>
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		<title>A Ilha através do tempo (Danvin 1838)</title>
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		<title>A Ilha através do tempo (Choris, 1815)</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Mar 2009 18:50:58 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Louis Choris famoso artista plástico francês que chegou na Ilha de Santa Catarina em 1815, acomanhando a expedição de Kotzebue, no navio &#8220;Rurick&#8221;, da qual participou também o naturalista Chamisso. 
 
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			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Calibri;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><big>Louis Choris</big></span></strong><span> famoso artista plástico francês que chegou na Ilha de Santa Catarina em 1815, acomanhando a expediç<span style="font-size: 11pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Calibri&quot;,&quot;sans-serif&quot;; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">ã</span>o de Kotzebue, no navio &#8220;Rurick&#8221;, da qual participou também o naturalista Chamisso. </span></span></p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><a href="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/03/louis-choris-22.jpg"><img class="size-full wp-image-757 aligncenter" title="louis-choris-22" src="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/03/louis-choris-22.jpg" alt="louis-choris-22" width="539" height="449" /></a> <br/><a href="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/03/louischoris-33.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-758" title="louischoris-33" src="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/03/louischoris-33.jpg" alt="louischoris-33" width="561" height="470" /></a><br/><a href="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/03/louis-choris-44.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-759" title="louis-choris-44" src="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/03/louis-choris-44.jpg" alt="louis-choris-44" width="571" height="480" /></a><br/><a href="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/03/louis-choris55.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-760" title="louis-choris55" src="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/03/louis-choris55.jpg" alt="louis-choris55" width="572" height="478" /></a></p>
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