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	<title>Férias Floripa &#187; mergulho</title>
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	<description>Florianópolis, Ilha de Santa Catarina</description>
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		<title>A História no fundo do mar</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Feb 2009 19:17:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arqueologia Subaquática]]></category>
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		<category><![CDATA[Grandes Viagens]]></category>
		<category><![CDATA[história da navegação]]></category>
		<category><![CDATA[instrumentos naúticos século XVII]]></category>
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		<category><![CDATA[ONG PAS]]></category>
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		<category><![CDATA[Projeto de Arqueologia Subaquática]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-518" title="nauss" src="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/02/nauss.jpg" alt="nauss" width="860" height="637" /><em>&#8220;Experiências com Instrumentos e Métodos Antigos de Navegação&#8221;, Malhão Pereira, Academia de Marinha, Lisboa, 2000.</em></p>
<p style="text-align: center;">
<p>Uma parte da História do Brasil permanece submersa na costa brasileira: os navios naufragados são sítios arqueológicos que guardam preciosas informações sobre seu tempo. Testemunhas de sua época, esses navios podem ser uma preciosa contribuição à nossa História, permitindo aprofundar o conhecimento sobre os fatos sociais, econômicos e políticos do período em que naufragaram. É provável que existam cerca de onze mil naufrágios a serem descobertos, mas a Marinha só catalogou até agora pouco mais de mil. A investigação é um mistério, cada objeto é  uma pista que pode levar a identificação do navio.  Mas o essencial é aprender mais sobre o desenvolvimento científico do passado, trazendo á tona um pouco dessa história.</p>
<p>Portugal, um país formado pelo mar, trouxe ao Brasil um exemplo prático desse conhecimento. Na comemoração dos 500 Anos de nossa descoberta, o país recebeu uma visita memorável: o NE Sagres, da Marinha de Portugal. Réplica dos navios da época do descobrimento, o Sagres refez a rota seguida por Cabral, utilizando instrumentos semelhantes aos usados para a navegação em 1500.</p>
<p>O <a href="http://chcul.fc.ul.pt/membros/jose_pereira.htm">Comandante José Manuel Malhão Pereira </a> (Academia de Marinha, Portugal e professor da Universidade de Lisboa) explica qual o principal desafio enfrentado pelos pilotos de antigamente:</p>
<p>“Até o final do século XVII, a única forma de se determinar a longitude era conhecer a distância percorrida a partir de um determinado ponto. Em terra, o problema tinha solução, mas no mar era praticamente insolúvel. Sem conhecer com precisão sua Longitude, o navegante muitas vezes adotava a navegação por paralelo, ou navegação por Latitude, singrando para o Norte ou para o Sul, até atingir a Latitude do ponto de destino e, então, seguindo por este paralelo de Latitude até alcançar o referido local, embora isto pudesse significar um trajeto muito maior do que o percurso direto.”</p>
<p>O Comandante Malhão Pereira fez a gentileza de examinar as fotos do naufrágio da Praia de Ingleses (Florianópolis SC), esclarecendo algumas dúvidas sobre o relógio de Sol e escala Gunther achados pela ONG PAS -Projeto de Arqueologia Subaquática.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-521" title="malho" src="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/02/malho.jpg" alt="malho" width="189" height="254" /></p>
<p><strong><em>1. Qual a importância desse naufrágio?</em></strong><br />
É extremamente importante encontrar e resgatar navio afundados, porque são a única maneira de melhor compreender a história da navegação marítima. A documentação actualmente existente tem permitido analisar muitos factos do passado, mas a informação nela contida está praticamente esgotada, visto que não haverá muitos mais documentos para analisar. Nestas condições, a arqueologia subaquática será o único meio de melhor esclarecer o passdao.</p>
<p><strong><em>2. Qual seria esse instrumento encontrado no naufrágio?</em></strong><br />
Esse tipo de relógio de Sol, é um relógio horizontal, que foi calculado para uma latitude fixa e que só permite obter a hora verdadeira com rigor, quando usado em terra, onde se poderá facilmente orientar de modo a ficar com a linha do meio-dia no meridiano do lugar. Além disso, terá que estar perfeitamente horizontal. Portanto, sendo só válido para uma latitude determinada e necessitando de sair em terra para o usar, não tem utilidade a bordo. Não é portanto um instrumento de navegação, mas sim um instrumento que um passageiro ou qualquer outro membro da guarnição levava para usar no seu local de destino.</p>
<p><strong><em>3. Qual a utilidade da escala de Gunther na época das Grandes Viagens?</em></strong><br />
A escala de Gunther era usada na navegação para auxiliar na determinação da posição do navio, em navegação estimada. Destinava-se a resolver triângulos por intermédio de trigonometria e logaritmos. Permitia calcular as coordenadas da posição estimada do navio, como disse, isto é, da que se resolvia aplicando a uma posição anterior, o rumo e a distância navegada para calcular a posição futura.<br />
A régua de Gunther começou a ser usada a partir do segundo quartel do século XVII e foi usada durnate muito tempo, até mesmo durante todo o século XIX. Contudo, muitos navegadores usavam um outro instrumento, o quadrante de redução, com os mesmo objectivos e de princípio idêntico ao da régua de Gunther. Contudo, a reslução de triângulos era gráfica em vez de por cálculo logarítmico. Aquele relógio de Sol, como lhe disse acima, não é instrumeto par usar a bordo.<br />
O fabricante era normalmente inglês (régua de Gunther). O relógio de Sol poderia ser português, espanhol, francês, etc. Poderá haver evolução do instrumento segundo a data de fabricação, mas pelo que me foi dado compreender já conhecem a data deste (escala de Gunther)</p>
<p><strong><em>4. Quais os instrumentos de navegação que deveriam estar a bordo desse navio?</em></strong><br />
A bordo deveria haver uma sonda, uma balestilha, um ou mais astrolábios, uma bússola, um ou mais compassos.</p>
<p><strong><em>5. Existia alguma diferença marcante entre a técnica de navegação espanhola e portuguesa?</em></strong><br />
Portugueses e espanhóis usavam métodos idênticos de navegação. Contudo, a escala de Gunther será mais apropriada para Espanhóis e o quadrante de redução (que normalmente era em madeira (ou até poderia ser em papel) era mais usado pelos portugueses nessa época.</p>
<p>NE Sagres &#8211; <a href="http://www.antoniopina.com/default.aspx">Fotos Antonio Pina</a></p>
<p style="TEXT-ALIGN: center"><img class="size-full wp-image-517 aligncenter" title="sagr11" src="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/02/sagr11.jpg" alt="sagr11" width="766" height="340" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-523" title="sagres1" src="http://www.feriasfloripa.com.br/wp-content/uploads/2009/02/sagres1.jpg" alt="sagres1" width="767" height="334" /><strong>Similar Posts:</strong>
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